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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Intercâmbio entre alunos atendidos na Sala de Recursos e uma turma do 3º Ano – Circuito de Atividades






Saiu no Jornal. nossa Escola está de parabéns

ESCOLA CIEP CONTA COM ENSINO DE JOVENS E ADULTOS – EJA
No dia três de agosto ocorreu a Aula Inaugural da Primeira Turma da Educação de Jovens e Adultos – EJA, séries iniciais, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Getúlio Dornelles Vargas – CIEP, com trinta e três alunos, no turno da noite. O EJA, séries iniciais e finais, e o Ensino Médio são uma reivindicação antiga da comunidade do Bairro Oscar Vicente y Silva.
Estiveram presentes ao ato os alunos, a Diretora Professora Nádia Carmem Giacomini Frantz; as Vice-Diretoras Lídia Conceição Piriz Latorre (turno manhã) e Flávia Carine Balsamo Rodrigues (turno tarde); a Supervisora Leila Margaret Almansa Esteve; a Professora Regente Mari Ivone Martins de Souza; a Professora Maria do Horto Machado Camponogara, Professora da Sala de Recursos; a Professora Zilnara Oliveira Londero, também responsável pelo setor de Finanças da Escola; a Bibliotecária Maria Izabel Vasconcellos Freitas; o Funcionário Luis Alberto de Almeida Rodrigues, que fez parte como operário da obra de construção da escola e há           anos atua como Funcionário; Representantes do Círculo de Pais e Mestres, senhora Ângela Maria Carrion e senhora Dina Mara Paz Rodrigues, e do Conselho Escolar, senhora Michele Machado Alves.
A Diretora Nádia acolheu os alunos com sala decorada, frios e chá, transparecendo a idéia de Paulo Freire, quando diz que “ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. Deu as boas vindas externando a alegria e o contentamento do início de uma nova fase na escola. Em suas palavras disse: “estamos realmente emocionados com o início dessa turma, enfim começamos com o EJA, que por tanto tempo nós tentamos e agora conseguimos implantar, é um prazer enorme ter vocês aqui, parabéns a comunidade que conseguiu uma grande vitória – o ensino ao lado da casa de vocês – aqueles que não tiveram oportunidade de concluírem seus estudos, agora terão. Vocês serão os primeiros nessa caminhada, divulguem, tenham persistência, permaneçam, concluam seus estudos para juntos conseguirmos o ensino fundamental e o ensino médio para nossa escola”, como diz Rubens Alves, concluiu sua fala no entendimento de que “todo conhecimento começa com o sonho” e é na escola que muitos deles começam a se encaminhar.
A Professora Mari Ivone enfatizou que quer amizade acima de tudo, desejou que a vontade de estudar, de aprender, de crescer esteja sempre presente em seus encontros e solicitou: “Mantenhamos vivos os nossos sonhos, independente de nossas idades ou das dificuldades que poderão advir.”
A senhora Dina Mara, representante do CPM afirmou: “ficamos muito felizes com o início das aulas do EJA, porque além de enaltecer nossa escola, muitas pessoas estão tendo a oportunidade que estavam esperando. Parabéns a Diretora Nádia, valeu seu esforço, sua luta e sua dedicação.”



Com certeza, a dedicação, empenho e coragem da Diretora Nádia e da Supervisora Leila (organizadora do Projeto de Implantação do EJA), e demais colaboradores, bem como o apoio da 13ª Coordenadoria Regional de Educação, representa a verdadeira ação cidadã que esperamos dos Gestores Educacionais do nosso tempo. Não é possível esperar que as coisas aconteçam por si, é preciso firmar laços, unir esforços e lançar esteios para junto com a comunidade promover o processo de aprendizagem tão necessário à dignidade humana.    Tudo começa com um ato de amor, liderança, desprendimento e coragem. Parabéns a comunidade escolar que neste dia 16 (dezesseis) de setembro comemorará 19 (dezenove) anos de atividades.

Intercâmbio entre municípios, visita do Grupo Musical, de Bagé/RS – Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Arnaldo Faria, projeto coordenado pela Professora Ieda Fernandes Ferreira



Pais modernos e amantes da liberdade ou pais omissos?

Muitas famílias balisam suas ações de forma permissiva, colocando-se como modernos e amantes da liberdade. Em grande parte, dessa atitude, conforme depoimentos veiculados advêm as altas taxas de gravidez entre meninas de doze a dezesseis anos, como cita Lya Luft: reflexo “do sexo triste ao qual são coagidos pré-adolescentes”, bem como vícios em álcool e outras drogas lícitas e ilícitas.
Os pais confusos pela pressão de uma sociedade que ignora valores e deprecia o termo pudor evitam a presença constante junto a seus filhos, justo num momento em que esses meninos e meninas passam por profundas e intensas mudanças corporais psíquicas e sociais, deixando-os sem referências de vida.
Na adolescência – não são adultos, nem crianças, são sujeitos que se sentem sozinhos, abandonados em seus turbilhões de contradições, enfrentando a perda de seus corpos infantis, em busca de suas identidades, conquistando um novo espaço num processo de superação. O afastamento nessa fase favorece eventos como as “festinhas” onde aquele que não beber até cair não pertence a tribo, “não causa admiração”, aquele que não der cinqüenta, cem ou mais beijos na boca “não ta com nada”, aquele que não participa de jogos sexuais “paga mico”.
A falta de autoridade, presença e ação paterna e materna condicionam brutalmente crianças e jovens a uma dinâmica em que os jogos de afirmação social estão, na contemporaneidade, como diz a autora referida: “congelando as emoções” e “roubando-lhes a sexualidade”, a descoberta saudável do corpo, de si, da família, de elementos que os humanizarão na descoberta de sua corporeidade.
Crianças e jovens estão aprisionados a uma estrutura de excitação precoce principalmente pela televisão e internet, tendo a força como símbolo de poder, a beleza como compensação mercadológica e o sexo como banalização de seus instintos, impedindo que reconheçam seus corpos de forma serena, natural e segura, onde os canais de sensibilidade, respeitabilidade e afetividade estão se perdendo.
         Aos pais não é positivo desviar os olhos das ações de seus filhos. Nessa fase é importante a atenção plena, com tolerância, amplo processo de negociação, jogos cooperativos e participação da família no mundo da criança, do adolescente, para evitar que a tão almejada liberdade estabeleça como fala a autora citada: “uma prisão causadora, de traumas” impedindo um crescimento saudável do aprendizado sobre o que é afetividade, carinho, ternura e amor.


Por Maria do Horto Machado Camponogara






Professora Maria do Horto Machado Camponogara, Pedagoga, Especialista em Gestão Educacioanal  -

Artigo elaborado com base no texto: “O sexo triste dos jovens” de Lya Luft, para o Curso Educação Sexual para Além dos Tabus, Coordenado pelo Serviço de Saúde Escolar/SMEC Dom Pedrito/RS, em 22 set. 2010, Ministrantes: Psicóloga Deborah Pires Garcia e Enfermeira Fernanda Garcia Pötter.



Discutir a violência na escola: cedo ou tarde?!


Os casos de violência praticados nas escolas contra profissionais da educação estão vindo à tona, até o direito ao recebimento do risco de vida vem sendo cogitado.
Não é de hoje que se divulga casos como aluno ameaçando, empurrando professores, dizendo palavrões e xingamentos de toda ordem, agredindo fisicamente profissionais que, muitas vezes, sequer fazem registro nas Delegacias de Polícia ou procedem ao exame de Corpo de Delito, embora os vergões, as manchas roxas, a marca das unhas ou dos cinco dedos na face sejam aparentes, só para falar  dos aspectos físicos, não desprezando os aspectos psicológicos envolvidos nesses fatores, que têm feito muitos até  abandonarem o magistério.
Negar ou esconder esses acontecimentos nada resolve, por isso se faz necessário trazer à luz da discussão situações de violência contra profissionais em um ambiente de trabalho que é por natureza iminentemente educador/formador.
Alunos, professores, funcionários, pais e comunidade estão incorporando o sentido de pertencimento a uma rede imutável de fatos tristes, lamentáveis, mas intrinsecamente “naturais” da sociedade atual.
Todos os segmentos escolares são influenciados por essas situações, há o perigo de instalar-se aí um “processo corrosivo” da dignidade humana.
Reverter esse quadro passa,  em minha ótica, pela discussão social e pedagógica acerca dessa temática e pelas questões explicitadas na LDBEN 9394/96, dentre outros, em seus artigos 12, 13 e 14, que expõem sobre a regimentação da escola, autonomia/flexibilidade, ou seja, a construção na escola de uma Proposta Político-Pedagógica sólida, voltada para a realidade da comunidade, seus valores, sua cultura – o que de fato se pretende para aquele local e para a sociedade global -  advinda dos passos: o que temos, o que queremos e o que vamos fazer para conseguir o objetivo maior;  processo que exige coletividade, parceria e participação comunitária.
Ainda há tempo, o educador pode e deve ocupar seu espaço como instituidor de novos horizontes, a partir de propostas e projetos coerentes com a realidade da comunidade, buscando união de forças no Conselho Escolar, Círculo de Pais e Mestres, Grêmios Estudantis, que, a meu ver, fazem muita falta no meio escolar, no Serviço de Saúde Escolar, bem como outros órgãos, conselhos e instituições.


* Maria do Horto Machado Camponogara, Professora. Pedagoga, Especialista em Gestão Educacional

Em busca da sabedoria ou simplesmente reflexões...


                                                                                                                                  
Ao ler estas palavras, jamais confunda a busca da sabedoria com o reles sentimento do conformismo. Todo cidadão pode e deve viver efetivamente seus direitos e buscar justiça quando se sentir ultrajado, ferido além dos dissabores casuais, mas... através do resultado das experiências vividas, vamos conquistando a sabedoria, que nada mais é do que saber usar o bom senso, ser capaz de perceber que a vida exige prudência, discrição, moderação e comedimento, uma pitada de “deixa pra lá”, melhor explicando: nem tanto ao céu, nem tanto a terra.
Abandonar, portanto, a radicalidade, a valoração excessiva de certas vivências negativas e o preconceito são ações fundamentais nesse processo. Cultivar a esperança na humanidade e em dias melhores também favorece, e muito, portanto, pensamento positivo.
A visão de mundo que cada um tem em determinado momento influencia a mente, o organismo e a saúde, pois o pensamento que está dentro de cada um é o maior instrumento de poder que se tem notícia  e é o detentor da chave que abre as portas da realização humana, por isso, como cita o líder pacifista e pensador indiano, Mahatma Ghandi  (1869-1948) “nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um rio. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.”- ele ficou conhecido como mestre da resistência passiva, mas nunca fugiu à luta.
Muito se ouve dizer: “depois de uma tempestade, vem sempre uma calmaria”, pois é a mais pura verdade. Seja o que for que eu ou você, esteja passando neste exato momento, é possível a certeza de que VAI PASSAR, seja pelo tempo, pela consciência ou pela resignação. Então, por que queixas, angústias, sofrimentos? Se fôssemos enumerar os aborrecimentos, dissabores, inquietudes, INJUSTIÇAS , FALTA DE JUSTIÇA ATÉ, que diariamente tolhem nossas forças observaríamos que são muitos. Desde a unha que quebrou, logo após você tê-la feito, até... Para falar francamente, não faça essa lista, não vale a pena, faça sim uma lista das crenças que tem hoje, das frases que costuma dizer e da fisionomia que se apresenta no espelho, logo pela manhã, quando você lava o rosto. Faça isso por uma semana. É uma forma objetiva de diagnosticar sua visão de mundo, no momento. E, a partir daí, perceber a necessidade de mudança de atitudes, em busca da tão sonhada sabedoria, que promoverá ações que conduzem à felicidade.
Então, esqueça essa lista e cultive o oposto, um sorriso, uma palavra positiva, uma frase de auto-ajuda, a certeza de seu valor, afirmações como: - Sou feliz! Tenho sorte! Minha saúde vai cada vez melhor! Anotações de seus sonhos e projetos, repetidas e espalhadas pela casa, facilita nessas percepções, tente! O que você tem a perder? Tempo? Conceito? Censura? Mas afinal, quem tem as rédeas de sua vida, você ou os outros? Por fim, cultive o bom humor, que alimenta a alma, eleva o espírito, dá ânimo, estreita laços, cativa, Emile-Auguste Chartier (1868-1951), filósofo, jornalista, pensador e professor francês já dizia: “O bom humor tem algo de generoso: dá mais do que recebe”, e generosidade deveria ser o símbolo daquele que é imagem e semelhança do criador.
A busca da sabedoria não é fácil, leva uma vida toda, e quem sabe quantas vidas ainda teremos que viver para atingir a sabedoria plena, mas é preciosa para favorecer o equilíbrio físico e psicológico que nos permita “curtir” a vida, aproveitar cada minuto dessa dádiva que Deus nos deu, mas que, às vezes, pelos revezes que passamos, desperdiçamos, com coisas que julgamos, naquele momento, merecedoras de nossa atenção e preocupação, embora, futuramente, percebamos que são tão somente DORES HUMANAS, que independente de nossa vontade ou ações, vão se dissipar na trajetória da vida, por mais que nos pareça impossível, naquele momento.
Pensemos nisso e criemos motivos para viver uma vida longa e feliz.

                                                                                                                       Professora  Maria do Horto Machado Camponogara
                                                                                                                                Pedagoga, Especialista em Gestão Educacional


Dia 10 de outubro é o Dia Mundial da Saúde Mental